Acontece

Agenda

AGENDA

Tipos
Formato
    Onde

    Agenda

    Agenda

    Voltar

    Aprenda Mais

    17/01/2023
    Aurora Alimentos: qualidade e padronização potencializam exportações

    Flexibilidade na hora de negociar vendas para o mercado externo proporciona oportunidades para o crescimento da cooperativa Ficha Técnica Nome da cooperativa: Aurora Alimentos Ramo: Agropecuária Produto: Frango, carne suína e lácteos Localização: Santa Catarina - Região Sul Breve histórico: Foi constituída em 15 de abril de 1969 por 18 pessoas. Possui plantas industriais e comerciais em diversos pontos do Brasil, com cobertura em todas as regiões. Resumo: Uma das maiores cooperativas do Brasil, a Aurora sempre se voltou à atuação com excelência e investiu em informatização de processos desde a sua criação. A expansão da cooperativa para o mercado externo começou em 1998 e, desde então, a Aurora se consolidou como uma cooperativa exportadora de proteínas como frango e suínos. Contexto Uma das maiores cooperativas do Brasil, a Aurora Alimentos conta com 11 cooperativas singulares filiadas, mais de 72 mil famílias de empresários rurais, mais de 40 mil empregados diretos e por volta de 10 mil empregados das cooperativas filiadas ao sistema. A estrutura começou a ser construída em 1969 com produção e comercialização de alimentos derivados de origem animal. A cooperativa sempre se voltou à atuação com excelência, com investimentos em informatização de processos logo no início de sua operação. Também levou sempre a sério a preocupação com o meio ambiente, com implantação de estações de tratamento de efluentes e investimento em reflorestamento desde a década de 1980. A expansão da cooperativa para o mercado externo começou em 1998, ano em que as exportações totalizaram 8.200 toneladas. Desde então, a Aurora se consolidou como uma cooperativa exportadora de proteínas oriundas de cortes de frango e de suínos. Desafios Os desafios da Aurora estão ligados à manutenção do crescimento dos negócios em meio ao aumento na capacidade produtiva em conjunto com as oportunidades proporcionadas pelo mercado externo. O gerenciamento de todos os diversos mercados de destino das exportações enfrenta como principal desafio casar oportunidades de negócio com a manutenção dos mercados mais relevantes. Além disso, há desafios relacionados à constante flutuação econômica mundial, bem como às variações na expectativa dos clientes devido às diferenças culturais entre os países. Soluções A Aurora adota duas modalidades de exportação: direta e indireta. A direta é preferencial, pois proporciona maior rentabilidade, já que não há a influência de intermediários no negócio. Entretanto, não é possível adotar essa modalidade em todos os casos, pois há negócios com características diferentes. É o caso de países em que há um maior risco associado à transação e que exigem um financiador para garantir as vendas. Para esses casos, a Aurora opta pela exportação indireta como uma forma de expandir os negócios. Desenvolvimento O desenvolvimento comercial da frente de exportação se baseia na participação em feiras internacionais em que a cooperativa recebe os clientes atuais e também clientes potenciais. Além disso, há um trabalho voltado à realização de novos contatos recebidos por e-mail e telefone na Aurora. Parte menos significativa da prospecção é feita por meio de pesquisas na internet. A cooperativa acredita que o comportamento do mercado externo foi determinante para os bons resultados alcançados com as exportações. Outro fator a ser levado em consideração tem a ver com algumas doenças que acometem os rebanhos na Ásia, África e no Leste Europeu. Isso ocasionou uma demanda bastante forte por proteína animal no mercado mundial, beneficiando os países produtores, como o Brasil. A Aurora otimizou as ações comerciais e inseriu-se com competência nesse cenário. Apesar do bom desempenho, a Aurora está atenta aos desafios inerentes à atuação com exportações. Dentre eles: Burocracias governamentais, tanto do país exportador quanto do importador; Falta de acordos comerciais do Brasil com outros países, o que dificulta a abertura de novos mercados; Impostos de importação; Volatilidade do câmbio; Alto custo de produção e dos fretes. Na prática, a Aurora investe em qualidade por meio de sistemas de Qualidade e Procedimentos no campo, com acompanhamento técnico por parte da cooperativa. Assim, a Aurora consegue padronizar desde o campo até as indústrias para alcançar um produto de excelência. Nesse contexto, o papel do cooperado é essencial. Afinal, é ele quem precisa seguir diversos procedimentos de qualidade para garantir o peso e padrão necessários para o animal. Isso é feito com acompanhamento técnico da Aurora. Resultados No que diz respeito ao destino das exportações, a Aurora destaca o mercado do Japão, país onde tem havido expressivo crescimento das vendas de carne suína nos últimos anos, e a China que, em 2020, ficou com 40% das exportações totais da Cooperativa Central. A expectativa da cooperativa é continuar aumentando os volumes comercializados para o exterior. Para tanto, a estratégia tem como um dos fundamentos manter o elevado patamar de qualidade dos produtos, com estratégia comercial clara e objetiva e baseada em prestação de serviços de excelência aos clientes. Além disso, a cooperativa entende ser importante melhorar ainda mais a prospecção dos clientes. Uma das possibilidades é atuar mais fortemente com listas de rankings de importadores de clientes no destino, bem como encabeçar pesquisas sobre consignees (financiadores) por meio dos quais atualmente a Aurora tem vendido. Esta é uma possibilidade que a cooperativa acredita se aplicar a países na África, como Angola, Congo, dentre outros. A Aurora acredita que em algumas regiões da África o ideal seria desenvolver um trabalho em conjunto com a frente financeira, já que as tradings europeias tendem a ser priorizadas pelos clientes finais devido às melhores condições de financiamento. Aprendizados A flexibilidade de exportar tanto direta quanto indiretamente potencializa a capacidade de conseguir negócios. A busca de soluções para os desafios comerciais deve ser constante. Qualidade e padronização dos produtos são fatores essenciais para o sucesso no mercado externo.

    VEJA MAIS

    12/01/2023
    Nater Coop: cafés especiais da cooperativa fazem sucesso na Amazon

    Linha Pronova Coffee Stories chegou a liderar a venda de cafés na gigante do e-commerce Ficha técnica Nome da cooperativa: Nater Coop (anteriormente Coopeavi) Ramo: Agropecuária Produto: Café Localização: Espírito Santo Breve histórico: Fundada em 1964, a Nater Coop produz uma gama de produtos no setor agropecuário e é a maior empregadora do agronegócio capixaba. Atualmente, a cooperativa conta com mais de 19 mil associados, mais de mil colaboradores e filiais distribuídas por Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. Resumo: Em 2019, os cafés especiais da linha Pronova Coffe Stories, da Nater Coop, começaram a ser vendidos pela Amazon Brasil. Desde então, a venda dos produtos na plataforma não parou de crescer e chegou a liderar a venda de cafés no site da gigante do varejo digital. Contexto A Nater Coop, que até o final de 2022 se chamava Coopeavi (Cooperativa Agropecuária Centro Serrana), é uma das maiores cooperativas do Espírito Santo. Fundada há mais de 58 anos com foco na avicultura, a Nater Coop diversificou sua produção com o tempo e, hoje, atua em segmentos como cafeicultura, bovinocultura, horticultura, agroindústria e varejo. Ao todo, a Nater Coop reúne mais de 19 mil cooperados, mais de mil colaboradores e nutre relacionamentos com cerca de 30 mil produtores rurais. A exportação também é importante nos negócios da cooperativa, que vende para 11 países. A jornada da cooperativa passa pelo amadurecimento e envolvimento em diversos processos da cadeia produtiva e comercial. Dessa forma, a Nater Coop atua desde o plantio até o contato com o consumidor final. Desafios O segmento de café é um dos mais importantes para a cooperativa. O Pronova Coffee Stories é a marca de café arábica produzido pelos cooperados da Nater Coop nas montanhas capixabas. Durante o isolamento causado pela pandemia de covid-19, o consumo de café cresceu no Brasil, aponta um levantamento do Rabobank. Contudo, os consumidores passaram a comprar cada vez mais por meio do e-commerce. Por mais que a cooperativa mantenha uma loja digital, os preços do frete acabam inibindo a compra em lugares mais distantes da localização da cooperativa, graças aos custos logísticos. Solução Ainda em 2019, os produtos da marca Pronova Coffee Stories começaram a ser comercializados pela Amazon Brasil, braço nacional da maior varejista online do mundo. Dessa forma, o café produzido pela Nater Coop ficou disponível para clientes de todo o Brasil, contando com a rede de distribuição e logística da Amazon, além da visibilidade proporcionada pela presença na plataforma. Desenvolvimento Em 2019, quando as vendas da linha Pronova Coffe Stories começaram na Amazon, o volume ainda era bastante baixo, mas a iniciativa cresceu no decorrer do tempo. Uma das razões para o sucesso das vendas é a assinatura da Amazon, que proporciona frete grátis aos clientes. Com isso, ficou mais barato comprar na gigante do e-commerce do que diretamente no site da cooperativa. Além disso, os cafés produzidos pela Nater Coop têm o custo-benefício como trunfo. Graças ao modelo de negócios do cooperativismo e o acesso direto ao produtor cooperado, a marca Pronova Coffee Stories consegue proporcionar preços atrativos e acessíveis, levando em conta a qualidade dos cafés especiais. Resultados Até o primeiro trimestre de 2022, mais de 10 mil pacotes dos produtos produzidos pela Nater Coop foram vendidos por meio da Amazon. A quantia representa um número bastante significativo dentro do mercado de cafés especiais. Em média, anualmente, o crescimento nas vendas para a Amazon passa dos 450%. Em abril de 2022, a cooperativa registrou que os cafés especiais da marca eram os mais vendidos na Amazon há pelo menos um mês. Em meados de março, o estoque esgotou e os produtos ficaram indisponíveis até que uma nova remessa fosse entregue à varejista. A avaliação dos clientes na plataforma de e-commerce também comprova o sucesso da iniciativa. Todos os cafés produzidos pela Nater Coop disponíveis contam com avaliações entre 4,4 e 4,6 estrelas, em uma escala que vai de zero a cinco. Aprendizados O e-commerce veio para ficar com sua capacidade de impulsionar os negócios e ampliar o acesso a novos públicos. O acesso a uma ampla rede de comércio e logística potencializa as vendas. Plataformas de comércio digital podem ajudar a divulgar, distribuir e difundir os produtos, complementando a loja virtual da própria cooperativa.

    VEJA MAIS

    12/01/2023
    Coagrosol inaugura fábrica para aumentar a produção e suprir demandas de mercado

    Cooperativa produtora de sucos investiu R$ 30 milhões em fábrica própria para multiplicar o faturamento Ficha Técnica Nome da cooperativa: Coagrosol - Cooperativa dos Agropecuaristas Solidários de Itápolis Ramo: Agropecuária Produto: Sucos e polpas de laranja, manga, limão e goiaba Localização: Itápolis (SP) Breve histórico: Fundada em 2000 a partir da percepção de uma demanda crescente. Após visita de compradores europeus interessados em firmar contrato com fornecedores de suco fairtrade, 35 produtores se juntaram e fundaram a Coagrosol. Resumo: A Coagrosol é uma cooperativa de exportação de sucos e polpas. Desde seu início, no ano de 2000, os fundadores da cooperativa decidiram adequar sua produção às exigências europeias e passaram a produzir suco certificado. Em 2019, a Coagrosol inaugurou sua fábrica própria. Contexto A tendência de consumo de sucos de fruta natural que surgia na Europa no início do século XXI desembarcou em Itápolis, no interior do Estado de São Paulo. Foi nessa cidade que, no ano de 2000, 35 produtores rurais tomaram a iniciativa de se juntar para adequar sua produção às exigências europeias e passar a produzir suco certificado. Dessa forma, em abril de 2000, nasceu a Coagrosol, cuja primeira exportação de suco de laranja se deu em setembro daquele ano. Com as portas abertas na Europa, a cooperativa diversificou a produção para além da laranja e fez, em 2002, a primeira exportação de limão in natura para a Holanda. Em seguida, foi a vez da manga, que veio acompanhada da profissionalização do time da cooperativa com foco em firmar a presença no mercado internacional. Já em 2005, a Coagrosol passou a contar com uma sede própria e viu seu time de colaboradores crescer de cerca de 40 pessoas para 120. Em 2014 o mercado interno passou a ser atendido por uma família composta por cinco sucos naturais. Neste processo, em 2015, a cooperativa atingiu o faturamento recorde de R$ 25 milhões, com atuação também em assistência técnica ao cooperado e financiamento para a compra de insumos. Em 2019, a cooperativa inaugurou sua fábrica própria para aumentar sua produção e oferecer melhores condições aos cooperados. Desafios A cooperativa trabalha para explorar ao máximo a capacidade da nova fábrica. Isso significa ocupar os espaços existentes nos mercados em que a cooperativa já atua. A Coagrosol entende haver oportunidades relacionadas ao aumento das exigências dos mercados externos. Com isso, alguns players podem sair e deixar ainda mais espaço para a atuação da cooperativa, que já está preparada para elevados padrões de qualidade. Além disso, como o consumo de suco natural tem crescido no Brasil, a cooperativa enxerga o desafio de desenvolver atuação no mercado interno. Soluções Além de a fábrica ter sido concebida para acomodar ampliações da produção nos próximos anos, ela já está totalmente adequada às exigências dos consumidores. Isso proporciona muito mais flexibilidade para a cooperativa atender a mercados cada vez mais exigentes. Afinal as instalações de terceiros nem sempre estão preparadas para atender a determinadas exigências de clientes no que diz respeito a especificações de produtos ou certificações necessárias. Dessa maneira, a fábrica da Coagrosol em Itápolis foi projetada para atender as principais certificações mundiais de segurança alimentar e para ser operada a partir das melhores práticas de produção. Desenvolvimento A atuação da Coagrosol sempre foi com exportação de suco certificado nas metodologias FairTrade e Green Forest. Ou seja, de comércio justo e produção sustentável, respectivamente. Foi dessa maneira que a cooperativa conseguiu penetrar no mercado europeu e se consolidar como fornecedora de suco natural de frutas. De acordo com o conselheiro vogal da cooperativa, Reginaldo Vicentim, trata-se de um mercado com exigências específicas por qualidade superior, garantia de origem e rastreabilidade da produção. Com o tempo, a Coagrosol se especializou na produção, com base nos critérios europeus, de sucos e derivados de quatro frutas: laranja, limão, goiaba e manga. Tanto que 90% da produção tem como destino o mercado externo, principalmente a Europa, mas também Israel, China, Rússia e Estados Unidos. A planta opera com frutas - limão, laranja, manga e goiaba e consegue dar origem a mais de 20 produtos. Além do suco, a Coagrosol extrai o óleo da casca das frutas e processa os bagaços, permitindo a ampliação no portfólio de produtos ofertados ao mercado. O parque fabril da Coagrosol tem, ao todo, 10 mil m², sendo 5 mil m² de prédios. Trata-se, portanto, de um projeto que visa a atender a demandas futuras. Resultados Com base na estratégia de processamento das frutas em fábricas de terceiros, a cooperativa chegou a 200 cooperados e essa realidade perdurou até 2019, quando a cooperativa inaugurou sua fábrica própria. Com investimentos de R$ 30 milhões, o desenvolvimento da planta de produção levou três anos. Agora, a expectativa é de que as novas instalações contribuam para o atingimento da meta de fazer o faturamento anual mais do que dobrar. Além disso, a nova fábrica contribui para a geração de empregos diretos e indiretos. Desde a fundação até 2019, a cooperativa sempre fez o processamento das frutas em fábricas de terceiros. Após providenciar a própria capacidade industrial, contudo, a Coagrosol conseguiu potencializar o seu faturamento. A exportação da produção da cooperativa é feita por meio de dois modelos. Há a atuação tanto de parceiros que importam e fazem a distribuição na Europa, e também são realizadas vendas diretas para clientes. Aprendizados Investimentos que potencializam o domínio da produção fortalecem os negócios. Mesmo quando o potencial de exportação é alto, o mercado interno pode apresentar oportunidades importantes. O desenvolvimento é aliado do planejamento a médio e longo prazo.

    VEJA MAIS

    16/12/2022
    Coopfam moderniza processos para ampliar exportações

    Exportação de café certificado corresponde a cerca de 85% do faturamento anual da cooperativa, que exporta para mais de 10 países. Ficha técnica Nome da cooperativa: Coopfam - Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região Ramo: Agropecuário Produto: Café verde cru Localização: Poço Fundo (MG), com atuação no sul de Minas Gerais Breve histórico: Fundada em 2003 a partir de uma associação já existente, a Associação dos Pequenos Produtores de Poço Fundo, que foi a primeira organização do Brasil a obter a certificação FairTrade. Resumo: A cooperativa reestruturou o trabalho de fornecimento de café e, atualmente, tem produção para atender diferentes nichos de mercado, desde commodity e certificados até os altamente especiais e orgânicos. Para onde exporta: Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Irlanda, Suíça, França, Itália, Japão, Austrália, Nova Zelândia. Contexto O cultivo de café no sul de Minas Gerais começou nos anos 80 por meio da Pastoral da Terra, movimento da Igreja Católica. Mais tarde, em 1991, foi criada a Associação dos Pequenos Produtores de Poço Fundo, com foco na produção de café e que, anos depois, em 1998, seria a primeira organização do Brasil a obter a certificação FairTrade. Em 2003, a associação se torna cooperativa e dá origem à Coopfam - Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região. Portanto, a Coopfam é uma das organizações pioneiras no Brasil na comercialização de café com a certificação FairTrade. Ela começou a realizar exportações em 2007 e aproximadamente 85% do seu faturamento é obtido com as vendas externas de cafés finos com selo FairTrade, que assegura, ao pequeno produtor, um pagamento superior - mais que o dobro geralmente - em relação ao café especial convencional. A cooperativa exporta café verde cru para países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Irlanda, Suíça, França, Itália, Japão, Austrália e Nova Zelândia. Ao todo, as exportações chegam a representar um faturamento anual de cerca de 10 milhões de dólares, o que significa um crescimento substancial em relação aos anos anteriores. Desafios Para chegar ao patamar atual, a cooperativa teve que modernizar sua produção e todos os processos de preparação e comercialização do produto para exportação. A profissionalização foi essencial para o crescimento da cooperativa e, sobretudo, para a expansão das exportações. Para se diferenciar no mercado, a cooperativa também precisava de certificações, como a FairTrade e a Orgânica, esta última certificada pelo IBD, para os mercados europeu, brasileiro, japonês e americano. Segundo a cooperativa, elas são importantes devido aos resultados e benefícios gerados para as famílias cooperadas e a comunidade, nos quesitos ambientais e sociais. Ou seja, a sustentabilidade da operação também era um ponto de atenção. Soluções A cooperativa explica que o impacto socioambiental somado aos diferenciais de precificação na comercialização que garantem o preço justo e a valorização do produto, agregam valor para os produtores cooperados e, consequentemente, para a comunidade local. Isso porque, todas essas ações de caráter socioambiental, impactam as propriedades e seu entorno, de modo a contribuir com o desenvolvimento sustentável regional. Dessa forma, toda a área cultivada com café pelos cooperados da Coopfam, cerca de 3 mil hectares, possui a certificação FairTrade, que é renovada periodicamente após as auditorias da Flocert. Nesta área, alguns cooperados também plantam café orgânico, que responde por cerca de 5% da produção total de café da cooperativa. Desenvolvimento Ao longo do tempo e à medida que aumentava suas exportações, a Coopfam foi profissionalizando cada vez mais o processo de exportação, que, em resumo, funciona da seguinte forma na cooperativa atualmente: Para iniciar o processo de exportação, o Departamento de Classificação de Cafés da cooperativa prepara, com um mês de antecedência, uma amostra de café para enviar ao importador, que retorna com a aprovação e as instruções de embarque, com todos os dados necessários para envio dos grãos. Esses documentos são enviados ao despachante aduaneiro responsável pelo processo. Em seguida, o mesmo departamento da Coopfam emite a instrução de maquinário de café, para a preparação dentro das especificações acordadas em contrato. É um processo muito cuidadoso para garantir a qualidade do produto e a satisfação do importador. Enquanto a carga é preparada, o despachante envia a relação de navios disponíveis para a cooperativa escolher a melhor opção. Após a definição, os dados da reserva também são enviados ao importador, incluindo as datas de saída e chegada. No dia da estufagem, é emitida a nota fiscal e a autorização de carregamento. O contêiner, depois de inspecionado, é carregado com as sacas de café e lacrado com uma numeração que também é enviada ao importador - medida que visa evitar a violação da carga. Por fim, o despachante aduaneiro emite o registro de importação, que é um controle a ser enviado à Receita Federal, é feito o seguro da carga e o motorista é liberado a levá-la ao porto. Quando o importador recebe todos os documentos e informações da importação, que garantem o sucesso da operação, é iniciado o processo de pagamento e finalizada a exportação. Resultados Ano a ano, a Coopfam vem registrando alta nas exportações das sacas de 60 kg de café verde cru. Por exemplo: saltou de 7.000 sacas exportadas em 2014 para mais de 78.000 em 2020. Em partes, esse crescimento se deve ao trabalho de uma equipe comercial da cooperativa que é voltada à abertura de mercados de exportação, além de trabalhar na ampliação do número de clientes nos países já consumidores. Em 2020, por exemplo, a cooperativa conquistou 14 novos clientes internacionais em 3 países. A perspectiva é continuar a expansão no volume de vendas e número de clientes. A cooperativa reestruturou o trabalho de fornecimento de café e hoje tem produção para atender diferentes nichos de mercado, desde commodity e certificados até os altamente especiais e orgânicos. A produção dos cooperados que não atinge o padrão de exportação é vendida a torrefações nacionais. Inclusive, a cooperativa pretende ampliar de 15% para 25% a fatia das suas vendas no Brasil, reduzindo a dependência do mercado externo. Aprendizados Investimentos na profissionalização da produção e no comercial garantem aumento exponencial das exportações em seis anos. Uma equipe comercial dedicada e bem treinada pode abrir novos mercados e ajudar na expansão da cooperativa. A questão socioambiental não pode ficar de lado e deve ser usada a favor da cooperativa, para garantir uma produção com mais responsabilidade ambiental. O impacto socioambiental somado aos diferenciais de precificação garantem preço justo e valorização do produto, agregando valor para os produtores cooperados.

    VEJA MAIS